
“A Beleza dos Anos Bem Vividos
Há uma luz que o tempo acende
e que os espelhos não conseguem mostrar.
Ela nasce das batalhas vencidas,
das lágrimas secadas
e dos sorrisos escolhidos para continuar.
Depois dos sessenta,
a vida já não pede pressa.
Pede presença.
Já não se colecionam aplausos,
colecionam-se afetos.
Já não se busca impressionar o mundo,
busca-se aquecer corações.
Quem viveu bastante sabe:
a felicidade mora nas coisas simples,
num abraço sincero,
numa conversa sem relógio,
num chimarrão compartilhado,
numa flor que insiste em nascer.
E há algo ainda mais bonito:
quem aprendeu a ser feliz
descobre o dom de espalhar felicidade.
São pessoas que chegam suaves,
mas iluminam os ambientes;
que carregam rugas no rosto
e juventude na alma;
que transformam experiência em conselho
e carinho em companhia.
Por isso, celebremos os anos bem vividos.
Não como quem conta o tempo que passou,
mas como quem agradece a vida que floresceu.
Porque envelhecer é um privilégio.
E envelhecer com alegria, generosidade e ternura
é uma das mais belas obras de arte que alguém pode criar.”
Autor Desconhecido
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